Onça-parda e jaguatirica: as espécies que mais esperam por um lugar
Pela experiência da reserva, onça-parda e jaguatirica estão entre os animais que mais aparecem à espera de destinação no Brasil — e a reserva quer ter onde recebê-las. Mondaike e Eliso são dois casos reais que ilustram esse problema. Não são promessa de vaga: nenhum dos dois mora na reserva hoje, os dois seguem na USIPA, e se o recurso vier depois de outro destino para eles, os recintos abaixo recebem outros animais das mesmas espécies.
Capacidade para receber
Projeto 1 · Recinto para jaguatiricas
Mondaike
Jaguatirica · Leopardus pardalis
Exemplo do problemaMondaike é um macho adulto que veio direto da natureza: foi atropelado na BR-381, na altura da entrada para Belo Oriente, perto da Cenibra. A colisão fraturou o fêmur e ele perdeu um canino.
Não pode voltar à natureza — a perna operada ficou com uma lesão permanente, que pode causar dor ao se deslocar. Entrou no CEBUS em 19 de agosto de 2025.
Hoje ele segue na USIPA, em um recinto de quarentena de cerca de 13 m², com poucos mobiliários e pouco estímulo, ainda que receba enriquecimento ambiental semanal e passe por medicação semanal para reduzir as sequelas da cirurgia. Conserva o comportamento natural da espécie — é um animal muito arredio.
O projeto de recinto que nasceu desse caso é para jaguatiricas em geral, não um recinto exclusivo para ele: o Mondaike pode não ser quem vem a ocupá-lo, se o recurso vier depois dele já ter outro destino. Mas jaguatirica é uma espécie que não costuma faltar à espera de um lugar.
As pranchas deste projeto ainda não chegaram à reserva — esta ficha é atualizada assim que chegarem.
Projeto 2 · Recinto para onça-parda
Eliso
Onça-parda · Puma concolor
Exemplo do problemaEliso chegou ao CEBUS em 2 de abril de 2018, com cerca de três meses de idade — hoje ele tem 8 anos. Nunca passou por um processo de reabilitação, e por isso não pode voltar à natureza.
Vive em um recinto de cerca de 70 m², com poucos mobiliários e pouco estímulo, e enriquecimento ambiental quinzenal. Alimenta-se basicamente de carne bovina, três vezes por semana, cerca de 2,5 kg por vez. Tem boa saúde e conserva o comportamento natural da espécie, mas o condicionamento físico não é bom.
Está hoje na USIPA, sob guarda legal do IEF-MG. Com a troca de gerência do zoológico, o espaço que ele ocupa passa a ser necessário para outro uso, e ele aguarda uma destinação definitiva.
Sobre o Eliso
O projeto
O projeto de recinto que nasceu desse caso é para onça-parda em geral, não um recinto exclusivo para ele: o Eliso pode não ser quem vem a ocupá-lo, se o recurso vier depois dele já ter outro destino. Mas onça-parda é uma espécie que não costuma faltar à espera de um lugar — e o projeto já existe: dois recintos interligados por uma câmara de segurança, com esconderijo e plataforma suspensos, piso de areia e área verde ampliada, elaborado conforme a Instrução Normativa nº 07/2015 do IBAMA. Foi preparado para apresentação ao IBAMA, ao IEF Minas Gerais e ao CETAS Juiz de Fora — é peça técnica para órgão ambiental, não material de campanha.
Capacidade para receber
Ajude a reserva a estar pronta para recebê-las
Nenhum dos dois projetos tem valor de obra confirmado ainda — assim que tiver, esta página é atualizada. Até lá, toda doação para a reserva também sustenta o que fica pronto antes: a alimentação, o manejo e o cuidado veterinário dos residentes de hoje.